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O VÃO ! ! !

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uns vem outros vão vão todos por entre os vãos se vão por todo mundo vão uns vão longe, outros nunca vão indo ou vindo ele esta sempre por ali o vão onde uns vem e outros vão. vão largo vão estreito simplesmente vão vão da nossa existencia pobre existencia em vão.

O REFRÃO

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O verso, traço reto e certo A poesia canta encanta e apaixona O refrão é a pausa da fala que faz pensar O estribilho não entendo nunca entendi E jamais entenderei Uma canção bela que fala de amor Que fala de alma, sobre você que tanto me inspira Ser todo canção então Sem ter bem ao certo ainda o refrão Ajusto a melodia da esperança de poder Te cantar por ai em versos, sem rima precisa A rima nem precisa, basta falar em você E do amor que sinto por ti

prateleira da vida

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Será possível mesmo que deus até hoje Não fez um ser humano perfeito sequer? Eu duvido ! ! ! Deve haver dois tipos de humanos, Os perfeitos que são aproveitados E nós, os imperfeitos, Que aqui são descartados. Ficando a mercê do tempo E do destino de cada um, Sem um plano que justifique Nossa existência. Por sermos imperfeitos Temos um prazo de validade, Que durará de acordo Com o nosso grau de imperfeição. Nos dão a esperança De vida eterna, após a morte!!! Ora! Se é somente após a morte, Fica óbvio que não será nesta existência, Que ela a vida será eterna. Talvez na outra vida, Se viermos perfeitos. Enquanto isto , Nós aguardamos aqui, Até que a morte nos recolha Da prateleira da vida, Que espero na próxima Me de mais prazo, E a perfeição tão merecida.

haja paciencia

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Nada justifica os limites que vão te impor Vão primeiro acabar com tua inocência Vão depois por a prova tua inteligência Num outro momento te solicitar experiência Hão de te dar momentos de riqueza E outros momentos de dormência Não bastasse isto Virão momentos de carência Ai sim será testada toda sua paciência Para o que lhe restar de existência.

entrelinhas para quem nao sabe ler

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As vezes penso que não era para eu ter nascido Ou a mim não foi entregue o destino no inicio prometido O que fazer agora? Seguir adiante? ou dar o fora? Que nada , te obrigam a ir em frente As regras não são tão claras e você quando aqui chega ainda não sabe ler imagina nas entrelinhas não há outra chance ou nova oportunidade cale a boca e vá adiante em busca disto que alguém disse que existe a tua felicidade ! ! !

uma veia em meio ao verbo (inspirado em erica ares)

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não ha a cultura em mim pra justificar tais textos e sim uma veia que abre em meio ao verbo e saio colando palavras umas nas outras e os textos vem assim como se fossem um quebra cabeça a justificar uma sequencia sem logica em mim

sobre o colchão

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como se concilia destino sonho e paixão? durante o dia a dia tudo mistura-se quase sem solução a noite tentamos nos compensar perdidos em pesadelos deitados sobre o colchão

breve longa existencia (ana clara)

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velo teu sono enquanto é puro repousas breve sobre mim 60 dias de tua longa breve existencia te negaram o sono tranquilo do ventre materno vieste ao mundo e sobre mim tens o sono profundo com certeza ja sonha como eu só que não com a mesma obrigação o inicio de uma existencia repousa sobre 40 anos de experiencia ha ! ! ! se pudesse eu te poupar dos sonhos que vão viram pesadelo da paixão que vira solidão e das cores que desbotarão não te preocupes com as dores pois elas nada mais são do que a ausencia das cores que mais tarde na tua vida tambem desbotarão aproveita e repousa assim teus 60 dias da tua breve e longa existencia assim enquanto pode tranquila sobre mim

alem das sete laminas

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TARDES DE CHOPP NO MERCADO PUBLICO BIDE OU BALDE NO SOM DO CARRO CERTEZA DE COISA ALGUMA SOBRE QUASE NADA DIAS QUE COMEÇAVAM A NOITE E MANHAS QUE NÃO NECESSARIAMENTE COMEÇAVAM AO ROMPER DO DIA EM SÃO PAULO MUSICAS EM VIDEOKES POR AI PARA COMPENSAR A DOR NA ALMA DE UM CHAO QUASE DE GIZ NAZILE A ME LEMBRAR ALGUMA ATRIZ FAMOSA FAZENDO ME SENTIR EM HOLLYWOOD ZÉ RAAMLHO FAZENDO-NOS IR ALEM DAS SETE LAMINAS TUDO TÃO BOM QUE NÃO SE ENTENDE BEM PORQUE UM DIA MUDOU. CANSAÇO, VULNERAVEIS QUEM SABE? CICLOS DE UMA VIDA INTEIRA, PERDIDOS POR AI ENCONTRANDO-SE EM ALGUM CRUZAMENTO MAL SINALIZADO ENTAO. COM CERTEZA VIVEREMOS BEM MAIS QUE ALGUNS POR AI, ALIAS JÁ VIVEMOS MUITO MAIS, COM CERTEZA E ISSO POR SI SÓ JÁ ME FAZ UM SER BEM MAIS FELIZ!

trensurb 6 (vagões desgovernados)

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os trilhos impõem a todos um momento unico onde todos nós estaremos num mesmo rumo é como se todos os nossos destinos por uns breves instantes entre o abrir e fechar das portas do trem estivessem indo na mesma direção somos todos nós na verdade vagões desgovernados em busca de um trilho que nos ponha na rota de nossa estação final

trensurb 5 (trilhos da dor)

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pobre dos trilhos ali deitados poucos se lembram deles inertes, dormentes, frios e firmes sustentam sobre seu dorso o peso de todas as dores transportadas diariamente os trilhos conduzem os vagões pra la e pra ca incansaveis quase esquecidos gemendo no vai e vem insano dos vagões lotados de dor

sonhos no sinal

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são tres as bolas no show . tambem são tres as luzes a lhe iluminar. são tres ou mais os desejos . tres tambem são as vias , vias que lhe servem de palco. a platéia em seus veiculos , uns na primeira fila , outros em seus camarotes. show breve num segundo , o menino até esboça um sorriso, buscando seu espaço , neste louco mundo.

sinal vermelho

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malabarismos no sinal em uma esquina qualquer por mais que ele se esforce para manter o equilibrio jamais tera o equilibrio necessario para subsistir dentro do sinal verde em sua existencia

os meios e o fim

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malabarismos no sinal em busca do equilibrio da sua existencia. os carros que avançam avançam indiferentes a indigencia da cena. a alternativa não era bem esta esta foi a opção, pelo meio imposta a aquele menino no sinal. num mundo onde na verdade os meios é que justificam o fim de todos. não forneceram ao menino do sinal nenhum meio, o qual venha justificar o seu breve fim.

longos temas, loucos poemas

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o verso, avesso inverso do anteverso, versava sobre longos temas, loucos poemas. a pretensa tensão pensa e tensiona sem um senso que leve o contrasenso a sério de que um pretexto do texto duvidasse que este texto até aqui, fizesse algum sentido. ou que até mesmo ele o texto houvesse existido.

trensurb 4 (todos em direção ao mesmo fim)

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minha estação é a próxima talvez eu nao desça. talves fique aqui, no que me resta de existencia. um trem vai indo, e outro vem vindo. uns sentam de frente outros ao contrario. como na vida, todos dentro do trem com diferentes pontos de vista. sendo conduzidos ao mesmo fim.

trensurb 3 (próxima parada)

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o trem transporta o velho, o jovem e a criança. aprisiona nosso tempo por igual. nos resta, tão somente, aguardar a próxima parada. onde teremos nossa vida de volta, para dela fazermos seu melhor uso. trem que vai de frente e volta de ré. ou seria o contrario? o que me preocupa no trem é qual seu próximo horario.

trensurb 2 (trem lugar engraçado)

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o trem é um lugar engraçado, voce sai dele como se nao tivesse entrado. é como se a cada viagem fosse um breve hiato em nossas vidas. dentro do trem todos somos diferentes, sendo iguais. todos calados, sérios e indiferentes ao passageiro e suas dores que viaja ao nosso lado.

trensurb 1 ( coletivo de individualidades)

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em seus vagões o trem transporta a todos, cada qual na sua individualidade. cada um com seus sonhos cada um com seu destino. todos tão próximos um dos outros e ao mesmo tempo tão distante, no seu pesar e pensar. o trem segue com destino certo, quem lhe conduz? um par de trilhos tambem individuais que jamais vão se encontrar.

quase . . .

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Quase sem querer, chegamos tão perto De quase algo acontecer. quase tudo, quase nada, Quase nunca e quase tarde. Quase de novo, quase desisti, quase me trai. Quase tenho esperanças, de quem sabe Até, quase um dia qualquer Qualquer coisa, quase aconteça de novo. Beijos para você, quase todos na boca ! ! !